ROMPIMENTO EM REDE ANTIGA ADIA ASFALTAMENTO NA RETA, EM TERESÓPOLIS

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A aplicação de uma nova camada de asfalto na Avenida Lúcio Meira, no trecho conhecido como Reta, em Teresópolis, teve o cronograma alterado após o rompimento de uma tubulação antiga de água na manhã desta segunda-feira (22). O serviço, previsto para terminar nesta terça-feira (23), deve ser concluído apenas na quarta-feira (24).

O vazamento ocorreu na ligação entre a Lúcio Meira, a Heitor de Moura Estevão e a Calçada da Fama. O problema interferiu na etapa final da recomposição asfáltica realizada pela Águas da Imperatriz, responsável por obras de implantação da rede de esgoto na região central da cidade.

De acordo com a concessionária, a tubulação danificada pertence a um trecho antigo da rede de distribuição em ferro fundido, herdado da Cedae. Esse tipo de material vem sendo substituído gradualmente por estruturas mais modernas e resistentes, dentro dos investimentos no sistema de abastecimento.

Uma equipe foi mobilizada para atuar no período noturno, com o objetivo de reduzir os impactos no trânsito, que ficou bastante afetado durante a segunda-feira. A empresa também informou que o trabalho pode provocar interrupções pontuais no fornecimento de água na região.

Na semana anterior, a concessionária havia explicado que os reparos feitos até então no pavimento eram provisórios. A medida ocorreu porque ainda estavam em andamento testes no sistema de transporte de esgoto, que será bombeado para a ETE Cascata do Imbuí. Segundo a empresa, essa etapa faz parte da execução das obras de saneamento e busca garantir segurança, eficiência e durabilidade à nova infraestrutura.

A implantação da rede coletora integra o projeto de saneamento em andamento no município. Atualmente, Teresópolis não conta com sistema de coleta e tratamento de esgoto. A primeira Estação de Tratamento de Esgoto está prevista para iniciar operação até o começo do próximo ano.

O projeto deve levar coleta e tratamento de esgoto a 45 bairros, beneficiando cerca de 115 mil pessoas nesta fase. A previsão é que o sistema comece a funcionar em janeiro do próximo ano, com capacidade para tratar 25 milhões de litros de esgoto por dia.

Além dos reflexos no tráfego, a nova camada de asfalto também encobriu a sinalização horizontal que separava a pista de veículos da ciclofaixa ao longo da avenida. Com a demarcação apagada, motoristas passaram a circular sobre o espaço usado por bicicletas, ciclomotores e também por pedestres em caminhadas e corridas.

Até que a pintura seja refeita, a orientação é que usuários da via redobrem a atenção, principalmente nos horários de maior movimento.

Agentes da Guarda Civil Municipal devem auxiliar na organização do trânsito durante a aplicação do asfalto quente. A concessionária não informou quando um serviço semelhante será realizado na Rua Heitor de Moura Estevão, antiga Itapicuru, também na Várzea, que foi aberta e recebeu remendos em razão das mesmas intervenções.


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