Gaeco apura suspeitas de fraude em contratos da Prefeitura de Casimiro de Abreu
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, realizou em 23 de julho uma operação em Casimiro de Abreu para investigar possíveis irregularidades em licitações e contratos vinculados à Prefeitura.
A medida foi autorizada pela 3ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital. A decisão, tomada a pedido do Ministério Público, determinou o bloqueio de contas bancárias e bens de pessoas físicas e empresas investigadas, com limite de até R$ 270 milhões.
Como o processo está sob sigilo, os nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente. Dados disponíveis no sistema de despesas empenhadas e pagas pela Prefeitura indicam, porém, que duas empresas que já tiveram contratos assinados pelo mesmo representante receberam, juntas, R$ 53.526.104,31 entre 2023 e 2026.
As empresas citadas nos registros são Krofman Comércio e Serviços e W.O. Magalhães. A Krofman tem como representante legal Creuza Boy Otz Magalhães. Em alguns contratos, a empresa foi representada por Washington de Oliveira Magalhães, como no contrato nº 111, assinado em 19 de junho de 2018.
Washington de Oliveira Magalhães, conhecido no município como “Pimpolho”, teve prisão preventiva decretada em abril de 2019. Na ocasião, ele foi acusado de integrar uma organização que teria como finalidade negociar ilegalmente a liberação de veículos apreendidos em blitzes no município. Na época, os veículos eram levados para um pátio administrado pela W.O. Magalhães.
De acordo com os registros da Prefeitura, a Krofman recebeu R$ 14.189.308,55 em 2023, R$ 18.944.857,24 em 2024, R$ 12.023.772,75 em 2025 e R$ 3.821.802,28 em 2026.
Já os pagamentos identificados à W.O. Magalhães somam R$ 1.683.363,89 em 2025 e R$ 2.862.999,60 em 2026.
Somente em 2026, os repasses às duas empresas alcançaram R$ 6.684.801,88. Os dados disponíveis, no entanto, não permitem concluir que as empresas integrem o mesmo grupo econômico nem que estejam entre os alvos da operação do Gaeco.
A confirmação dessas informações depende do andamento das investigações e de eventual retirada do sigilo do processo. O espaço permanece aberto para manifestação das empresas e das pessoas citadas.
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