O uso doméstico de rolinhos de microagulhamento para reduzir cicatrizes acende alerta por causa dos riscos à saúde. Sem acompanhamento profissional, a prática pode provocar infecções, lesões na pele, novas marcas e até transmissão de doenças quando o material não é esterilizado corretamente ou é compartilhado.
As cicatrizes fazem parte da resposta natural do organismo após danos na pele. Elas podem surgir depois de cirurgias, queimaduras, acne, acidentes e outros traumas. Em alguns casos, além da alteração estética, causam dor, coceira, restrição de movimentos e impacto emocional.
Durante o processo de recuperação, as marcas podem apresentar diferentes características. Algumas ficam avermelhadas, escurecidas, altas ou retraídas. O queloide se diferencia de uma cicatriz comum porque cresce além da área da lesão inicial e costuma estar associado a dor e coceira. As estrias também entram nessa classificação, pois aparecem quando há rompimento das fibras da pele.
Quando indicado, o microagulhamento deve ser feito por profissionais capacitados e em local apropriado. Dispositivos vendidos para aplicação em casa podem ter qualidade inadequada e elevar a chance de queimaduras, infecções e outras complicações, especialmente quando combinados com substâncias aplicadas logo após o procedimento.
A escolha do tratamento depende do tipo e das características de cada cicatriz. Entre as alternativas estão laser, luz intensa pulsada, placas e géis de silicone, hidratação, infiltrações e outras técnicas específicas. Medidas preventivas também são importantes, como proteção solar, hidratação da pele e acompanhamento durante a cicatrização.
Mesmo marcas antigas podem apresentar melhora com avaliação e tratamento especializado. O cuidado adequado pode contribuir para a aparência da pele, sua funcionalidade e a autoestima dos pacientes.
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