RCP IMEDIATA AUMENTA CHANCES DE SOBREVIVÊNCIA EM PARADA CARDÍACA

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Reconhecer uma parada cardíaca e iniciar manobras de reanimação nos primeiros minutos pode ajudar a manter a circulação de sangue e a oxigenação de órgãos vitais até a chegada do Samu. A orientação é ligar imediatamente para o 192 e começar as compressões torácicas quando a pessoa estiver inconsciente, sem resposta e com respiração ausente ou anormal.

A parada cardíaca costuma provocar perda súbita de consciência. A vítima não reage a chamados ou estímulos e pode apresentar uma respiração irregular, ofegante, conhecida como “gasping”. Em situações de dúvida, a recomendação é agir como se fosse uma parada cardíaca e iniciar o atendimento sem demora.

As compressões devem ser feitas no centro do peito, com as mãos sobrepostas e os braços estendidos. O movimento precisa ser contínuo, permitindo que o tórax afunde cerca de 5 centímetros e retorne completamente antes da próxima compressão. O ritmo indicado fica entre 100 e 120 compressões por minuto.

Em treinamentos de primeiros socorros, a música “Stayin’ Alive”, dos Bee Gees, é usada como referência por ter cerca de 103 batidas por minuto. A cadência se aproxima do ritmo recomendado para a massagem cardíaca e pode ajudar pessoas leigas a manterem a frequência correta durante a RCP.

A reanimação cardiopulmonar funciona como uma circulação manual temporária. O objetivo é manter um fluxo mínimo de sangue até que o coração volte a bater ou até que profissionais assumam o atendimento. A qualidade das compressões influencia diretamente a eficácia da manobra.

Se houver um desfibrilador externo automático disponível no local, o equipamento deve ser usado conforme as instruções emitidas pelo próprio aparelho. O acionamento do Samu deve ocorrer o quanto antes, em paralelo ao início das manobras.

Um caso ocorrido durante a transmissão de um jogo do Brasil mostrou a relevância da resposta imediata. Um torcedor passou mal, e pessoas presentes começaram as compressões após orientação médica por telefone, antes da chegada da ambulância. A vítima não resistiu, mas a situação reforçou a importância da intervenção precoce para tentar preservar funções vitais até o atendimento especializado.

Outras emergências, como engasgos, queimaduras e convulsões, exigem condutas diferentes da RCP. Por isso, o conhecimento básico de primeiros socorros é considerado importante em ambientes cotidianos e em locais com grande concentração de pessoas.


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