POLÍCIA INVESTIGA GOLPE DO CHUPA-CABRA EM CAIXA ELETRÔNICO DA CAIXA

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Polícia investiga golpe do “chupa-cabra” em caixa eletrônico da Caixa

A 110ª Delegacia de Polícia registrou um novo caso suspeito de instalação de um dispositivo conhecido como “chupa-cabra” em um caixa eletrônico. O equipamento teria sido colocado para reter cartões bancários e facilitar a obtenção de dados de clientes por golpistas.

O caso mais recente teria ocorrido no último fim de semana, em uma agência da Caixa localizada na Avenida Feliciano Sodré. Segundo o relato apresentado à polícia, a vítima utilizou um terminal de autoatendimento e teve o cartão preso na máquina.

Após a retenção, a pessoa entrou em contato com um número de 0800 indicado por adesivos fixados no local. Durante a ligação, acreditando falar com uma atendente, acabou repassando informações pessoais. Horas depois, constatou compras feitas com o cartão e saques em dinheiro. O valor do prejuízo não foi informado.

Esse tipo de fraude costuma envolver a instalação de peças nos caixas eletrônicos para impedir a devolução do cartão. Também são colocados avisos falsos com números de atendimento, usados para induzir o cliente a fornecer senhas, dados bancários ou informações pessoais. A ação costuma ocorrer em fins de semana, quando não há atendimento presencial nas agências.

A Caixa informou que mantém monitoramento permanente das salas de autoatendimento e adota as providências cabíveis quando identifica ações criminosas em seus equipamentos. O banco também declarou que atua em conjunto com órgãos de segurança pública no combate a fraudes e golpes. Dados sobre ocorrências em unidades bancárias são tratados como sigilosos e encaminhados às autoridades competentes.

A instituição orienta os clientes a não aceitarem ajuda de desconhecidos, mesmo dentro das agências. Caso o cartão fique retido, o usuário deve procurar um empregado identificado da Caixa. Se a unidade estiver fechada, a recomendação é acionar a central de atendimento pelo telefone 0800 104 0104 para solicitar medidas como bloqueio temporário, cancelamento e reemissão do cartão.

O banco reforça que senhas e dados de acesso não devem ser informados a terceiros, em ligações telefônicas, sites ou aplicativos não oficiais. Também orienta que o cliente mantenha atenção ao digitar senhas, não permita que outra pessoa manuseie o cartão e só deixe o terminal após o retorno da tela inicial.

Em caso de movimentações não reconhecidas, o cliente pode apresentar contestação em uma agência da Caixa, com CPF e documento de identificação. Os pedidos são analisados individualmente e, quando considerados procedentes, podem resultar em ressarcimento. O caso registrado na 110ª DP será apurado pela polícia.


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