O balanço dos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24) subiu para 1.430 mortos, conforme dados divulgados pelas autoridades neste sábado (27). O governo também contabiliza mais de 3.200 feridos e cerca de 3.100 famílias impactadas. Relatos de familiares apontam quase 69 mil pessoas desaparecidas.
As operações de busca continuam nas regiões afetadas, com equipes mobilizadas para localizar sobreviventes e desaparecidos. Estimativas de organismos internacionais indicam que ainda há um número elevado de pessoas sem localização confirmada.
Os tremores tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5 e provocaram desabamentos de prédios, além de danos expressivos à infraestrutura. A área norte do país, onde fica Caracas, está entre as mais atingidas. Desde os abalos principais, mais de 430 réplicas foram registradas.
O trabalho de resgate chegou a uma etapa considerada crítica, já que a tragédia ultrapassou 72 horas. Especialistas apontam que as chances de encontrar pessoas com vida diminuem com o tempo, embora ainda possam ocorrer resgates em pontos onde haja acesso à água ou presença de bolsas de ar.
De acordo com o governo venezuelano, mais de 14 mil agentes das forças de segurança e profissionais de emergência atuam nas áreas atingidas. Equipes enviadas por outros países também participam das ações de busca e salvamento.
O Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que atende Caracas, segue funcionando com restrições por causa dos danos causados pelos terremotos. A ajuda humanitária internacional continua sendo enviada ao país.
A Organização das Nações Unidas estima que até 6,8 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos tremores, considerados os mais fortes registrados na Venezuela em mais de cem anos.
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