A greve dos rodoviários do Rio de Janeiro chegou ao segundo dia nesta terça-feira (30), ainda com reflexos no transporte público da capital. A paralisação teve início à meia-noite de segunda-feira (29), após a categoria e os representantes das empresas não fecharem acordo nas negociações salariais.
Nas primeiras horas desta terça, cerca de 1.400 ônibus saíram das garagens. O número representa aumento em relação ao primeiro dia de greve, quando aproximadamente 900 veículos circularam, mas permanece abaixo do mínimo determinado pela Justiça do Trabalho. A decisão exige 1.800 ônibus em operação, o equivalente a 50% da frota.
Passageiros enfrentaram novamente demora nos pontos e terminais. Também houve relatos de coletivos circulando cheios. Durante a madrugada, algumas linhas funcionaram com frota reduzida, ampliando o tempo de espera de quem dependia do transporte por ônibus.
No BRT, a operação recebeu reforço nesta terça-feira, com 361 articulados em circulação, acima do volume registrado no primeiro dia do movimento. Trens, metrô e barcas seguem operando normalmente.
Até o momento, não há registro de novos ataques a ônibus. Na segunda-feira, cerca de 50 coletivos foram danificados durante manifestações. O primeiro dia de paralisação também teve filas extensas em pontos e terminais, com passageiros relatando espera de até duas horas para embarcar. No Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, houve tumulto e depredação de estruturas durante a tarde.
Entre as reivindicações dos rodoviários estão a mudança da data-base para 1º de março, reajuste salarial, aumento do vale-alimentação, jornada 5×2, manutenção do passe livre, contratação de profissionais do BRT pelo regime da CLT, pagamento de indenização pelo intervalo de almoço e oferta de planos de saúde e odontológico.
A proposta em discussão prevê reajustes para motoristas de ônibus convencionais e articulados, além de aumento no auxílio-alimentação. Uma audiência de conciliação foi marcada para esta terça-feira pelo Tribunal Regional do Trabalho. Após a reunião, os rodoviários devem se reunir em assembleia para avaliar uma possível proposta e decidir os próximos passos da greve.
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