Funcionários da Mendes Santos Refeições Coletivas, empresa que presta serviços ao Hospital Municipal de Casimiro de Abreu, apresentaram uma denúncia formal sobre supostos episódios de assédio moral no ambiente de trabalho. No documento, os trabalhadores pedem que a direção da unidade e os responsáveis pela fiscalização do contrato apurem os relatos.
A manifestação, datada de 10 de junho de 2026, cita uma reunião com a equipe de plantão na qual uma líder identificada como Francylene Marinho teria tratado colaboradores de forma desrespeitosa. Segundo os funcionários, houve acusações sem base, ameaças relacionadas à manutenção dos empregos e uso de expressões ofensivas.
Os trabalhadores também relatam situações de constrangimento envolvendo comentários depreciativos sobre o nível de escolaridade de integrantes da equipe. Ainda conforme o documento, teria sido dito que pessoas insatisfeitas poderiam pedir demissão, sob a justificativa de que haveria outros interessados nas vagas.
A carta aponta um ambiente de pressão constante. Os signatários afirmam se sentir vigiados e sem espaço para questionar decisões ou expressar opiniões. O texto também menciona casos em que funcionários teriam trabalhado mesmo doentes, por medo de retaliações ou por dificuldades ligadas à apresentação de atestados médicos.
Entre os episódios descritos, os trabalhadores citam gritos, batidas na mesa e frases que reforçariam uma relação de autoridade marcada por intimidação. Para eles, essas condutas estariam comprometendo a convivência profissional e gerando um ambiente hostil.
No pedido encaminhado, os funcionários solicitam a abertura de sindicância ou de outro procedimento administrativo adequado para verificar os fatos. Também pedem medidas que assegurem condições de trabalho respeitosas, seguras e livres de assédio moral.
O documento termina com um apelo por providências e pela preservação da dignidade dos trabalhadores envolvidos.
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