Semifinais da Copa reúnem quatro campeões mundiais pela primeira vez desde 1990
A Copa do Mundo volta a ter quatro seleções campeãs nas semifinais, algo que não ocorria desde a edição de 1990, na Itália. Argentina, França, Espanha e Inglaterra somam sete títulos mundiais: três dos argentinos, dois dos franceses e um de espanhóis e ingleses.
O primeiro finalista será definido nesta terça-feira (14), às 16h, no horário de Brasília. França e Espanha se enfrentam em Dallas, nos Estados Unidos. Na quarta-feira (15), no mesmo horário, Argentina e Inglaterra disputam a outra vaga em Atlanta.
A última semifinal com quatro campeões ocorreu há 36 anos. Em 1990, Argentina e Inglaterra também estavam entre os quatro melhores. A seleção argentina, então bicampeã, enfrentou a Itália, dona da casa, em Nápoles. Após empate por 1 a 1 no tempo normal, a Albiceleste avançou nos pênaltis, com vitória por 4 a 3.
Na outra partida, a Inglaterra buscava voltar à final pela primeira vez desde o título de 1966. O adversário foi a Alemanha Ocidental, que tentava alcançar a terceira decisão seguida de Copa, feito ainda inédito naquele momento. O duelo também terminou empatado por 1 a 1, e os alemães venceram nos pênaltis antes de conquistar o tricampeonato.
O grupo semifinalista de 1990 reunia oito títulos em 13 edições disputadas até então, mais da metade das conquistas possíveis. Na comparação, as quatro seleções que seguem na disputa em 2026 concentram 32% dos títulos das 22 edições do torneio. Brasil, com três taças, e Uruguai, com duas, eram os únicos campeões ausentes naquele recorte de 1990.
Entre os semifinalistas atuais, França e Espanha tiveram trajetórias mais curtas no mata-mata. As duas seleções chegaram a esta fase sem precisar de prorrogação ou disputa por pênaltis.
A França acumulou 282 minutos de bola rolando nas vitórias sobre Suécia, por 3 a 0, Paraguai, por 1 a 0, e Marrocos, por 2 a 0. A Espanha atuou por 285 minutos ao eliminar Áustria, por 3 a 0, Portugal, por 1 a 0, e Bélgica, por 2 a 1.
Os franceses definiram seus resultados em menos tempo. Já a Espanha precisou de gols nos instantes finais nas oitavas e nas quartas de final, ambos marcados pelo meia Mikel Merino.
A Inglaterra jogou 327 minutos na fase eliminatória. A equipe venceu a República Democrática do Congo por 2 a 1 e o México por 3 a 2 no tempo normal, mas precisou da prorrogação para superar a Noruega por 2 a 1.
A Argentina foi quem mais permaneceu em campo entre as quatro seleções, com 364 minutos. A equipe eliminou Cabo Verde por 3 a 2, Egito por 3 a 2 e Suíça por 3 a 1. Apenas a vitória sobre os egípcios não teve tempo extra.
Pelo ranking da Fifa divulgado em 11 de junho, antes do Mundial, a Argentina enfrentou os rivais de menor posição média no mata-mata: Cabo Verde, 67º colocado; Egito, 29º; e Suíça, 19º. A Inglaterra passou por República Democrática do Congo, 46ª; México, 14º; e Noruega, 31ª.
A França eliminou Suécia, 38ª no ranking, Paraguai, 41º, e Marrocos, 7º. A Espanha teve o caminho com adversários mais bem colocados, ao enfrentar Áustria, 24ª; Portugal, 5º; e Bélgica, 9ª.
Esta também é a primeira vez que os quatro semifinalistas ocupam as quatro primeiras posições do ranking da Fifa, criado em dezembro de 1992. Antes da Copa, a Argentina liderava a lista, mas foi superada pela França, que subiu duas posições durante o torneio. A Espanha passou do segundo para o terceiro lugar, enquanto a Inglaterra permaneceu em quarto.
Entre as seleções ainda na disputa, a Espanha foi a que passou mais tempo no topo do ranking, com 2.154 dias, especialmente entre 2008 e 2013, período em que conquistou duas Eurocopas e a Copa de 2010. A Argentina soma 1.697 dias na liderança desde 1992.
A França aparece no primeiro lugar pelo 554º dia, sendo 35 deles empatada com a Bélgica. A Inglaterra, por sua vez, nunca liderou o ranking. Seu melhor desempenho foi a terceira posição, alcançada em períodos de 2012 e 2024.
Com os confrontos definidos, França, Espanha, Argentina e Inglaterra disputam as duas vagas na final da Copa.
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