INADIMPLÊNCIA ATINGE 81 MIL MORADORES E SOMA R$ 493 MILHÕES EM TERESÓPOLIS

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Até junho de 2026, Teresópolis registrava 81.230 moradores com dívidas em atraso, número que corresponde a cerca de metade da população do município. Ao todo, eram 305.870 débitos negativados, com valor médio de R$ 6.070,61 por pessoa, somando R$ 493.109.610,00 em pendências.

O volume total de inadimplência no município estava ligeiramente menor do que em maio, quando o montante era quase R$ 500 mil superior. Mesmo assim, os dados indicam um cenário de endividamento elevado entre os consumidores locais.

Teresópolis também aparece acima da média nacional quando se observa o valor médio por débito negativado. No país, esse indicador tem ficado em torno de R$ 5.373,46. O chamado ticket médio da dívida representa o valor médio de cada conta ou contrato em atraso, e não o total devido por uma pessoa. Ele ajuda a identificar o perfil dos consumidores inadimplentes.

Em março, o município recebeu o 3º Mutirão Estadual de Renegociação do Consumidor – Dívida Zero RJ. A ação registrou 268 atendimentos em Teresópolis e envolveu cerca de R$ 2,7 milhões em dívidas. As negociações tiveram êxito em 75% das tratativas, com aproximadamente R$ 447 mil em acordos fechados.

Entre os casos atendidos, um consumidor com dívida de R$ 119 mil junto a uma instituição bancária conseguiu renegociar o valor para pagamento em 15 parcelas de R$ 998, totalizando R$ 14.970. O mutirão contou com apoio da administração municipal e reuniu concessionárias de serviços, bancos, lojas e empresas de telefonia.

Para organizar as contas, a orientação é começar por um diagnóstico financeiro. O consumidor deve reunir todas as fontes de renda, como salário, ganhos extras e valores recebidos regularmente, além de listar as despesas previstas.

Depois desse levantamento, é necessário definir prioridades. Contas obrigatórias, débitos com multas ou juros altos, despesas que podem ser parceladas e dívidas antigas devem ser analisados com atenção.

Impostos como IPTU e IPVA também exigem planejamento, já que atrasos podem gerar juros e penalidades. A decisão entre pagar à vista ou parcelar deve considerar eventuais descontos e o impacto no orçamento dos meses seguintes.

Dívidas de cartão de crédito e cheque especial devem receber atenção especial por causa dos juros elevados. Quanto mais tempo permanecem em aberto, maior tende a ser o valor final.

Gastos essenciais, como moradia, alimentação, transporte e serviços básicos, também precisam ser priorizados para manter a rotina familiar. A regularização das pendências e a reorganização do orçamento seguem como caminhos para reduzir a inadimplência no município.


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